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Novo Medicamento Revolucionário Contra Câncer de Mama é Liberado no SUS

O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (13) a disponibilização do trastuzumabe entansina, medicamento inovador no tratamento do câncer de mama HER2-positivo, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida representa um avanço significativo no combate às formas mais agressivas da doença e amplia o acesso de pacientes a terapias de última geração.

O que é o Trastuzumabe Entansina?

O trastuzumabe entansina, conhecido comercialmente como Kadcyla, é um anticorpo monoclonal conjugado a um agente quimioterápico. Diferente das quimioterapias tradicionais, ele age de forma direcionada, atacando exclusivamente as células tumorais com a proteína HER2, o que reduz danos às células saudáveis e minimiza efeitos colaterais.

O medicamento é indicado para mulheres com câncer de mama HER2-positivo que apresentaram progressão da doença após tratamento inicial com quimioterapia, normalmente em estágio avançado (III ou IV).

Distribuição e Acesso pelo SUS

O primeiro lote, com 11.978 unidades, chegou ao Brasil no dia 13 de outubro de 2025. Ao todo, o governo federal planeja distribuir 34,4 mil frascos-ampola em quatro lotes até junho de 2026, com investimento de R$159,3 milhões, representando uma economia de aproximadamente R$165,8 milhões em comparação ao preço de mercado.

A distribuição será feita pelas secretarias estaduais de saúde, seguindo os protocolos clínicos vigentes. O acesso ao medicamento será gratuito para pacientes que se enquadram nos critérios do SUS.

Impacto no Tratamento e na Mortalidade

Estudos internacionais apontam que o uso do trastuzumabe entansina pode reduzir em até 50% a mortalidade e o risco de reincidência do câncer de mama HER2-positivo. No Brasil, 1.144 pacientes devem ser beneficiadas até o final de 2025, reforçando o compromisso do país com a saúde pública e alinhando o tratamento às recomendações internacionais.

Especialistas ressaltam que a chegada do medicamento ao SUS representa não apenas uma ampliação do acesso à terapias inovadoras, mas também uma esperança real para pacientes em estágios avançados da doença.

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