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MP deflagra operação contra facção suspeita de ordenar mortes e controlar tráfico a partir de presídio

O Ministério Público deflagrou nesta segunda-feira (1º) uma operação para desarticular uma organização criminosa investigada por comandar o tráfico de drogas e determinar assassinatos a partir de unidades prisionais. A ação mobilizou promotores, policiais civis, militares e penais para o cumprimento de mandados judiciais contra suspeitos apontados como integrantes da estrutura da facção.

De acordo com as investigações, o grupo mantinha uma cadeia de comando ativa mesmo com parte de suas lideranças encarceradas. As apurações indicam que ordens para homicídios, cobrança de dívidas do tráfico, expansão territorial e punições internas eram repassadas para membros que atuavam fora dos presídios, garantindo a continuidade das atividades criminosas.

Os investigadores afirmam que a organização utilizava mecanismos clandestinos de comunicação para manter contato entre os líderes presos e os operadores em liberdade. A suspeita é de que a facção tenha estruturado uma rede responsável por executar determinações do comando, incluindo ações violentas contra rivais e pessoas que contrariavam interesses do grupo.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. As equipes também recolheram aparelhos celulares, documentos e outros materiais que poderão auxiliar no aprofundamento das investigações e na identificação de novos integrantes da organização.

Segundo o Ministério Público, a ofensiva tem como objetivo interromper o fluxo de ordens criminosas originadas dentro do sistema prisional e enfraquecer a capacidade operacional da facção. A investigação aponta que o grupo exercia influência sobre pontos de tráfico e mantinha uma estrutura hierarquizada para distribuição de drogas e execução de determinações do comando.

As autoridades destacam que o avanço das facções dentro dos presídios permanece como um dos principais desafios para a segurança pública. Mesmo privados de liberdade, líderes criminosos continuam sendo alvo de monitoramento constante devido à capacidade de articulação e influência sobre atividades ilícitas fora das unidades prisionais.

O Ministério Público informou que a investigação segue em andamento e que novas fases da operação poderão ser realizadas conforme a análise do material apreendido e o avanço das diligências.

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