O ator e diretor Gracindo Júnior morreu na terça-feira (1º), aos 83 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (2) pelo ator Leonardo Brício, amigo do artista. A causa da morte não foi informada.
Brício contou que estava ao lado da esposa e dos filhos de Gracindo no momento da morte. O ator deixa a mulher, Daisy Poli, e três filhos: os atores Gabriel Gracindo e Daniela Duarte e o diretor artístico Pedro Gracindo.
O velório será realizado nesta quinta-feira (3), a partir das 12h10, no Crematório e Cemitério da Penitência, no bairro do Caju, na Zona Portuária do Rio. A cremação está prevista para as 14h10.
Nascido Epaminondas Xavier Gracindo, o artista começou a carreira aos 15 anos, após fazer um teste para a Rádio Nacional, em 1959. Na emissora, trabalhou como ator, redator e disc-jóquei.
Filho do consagrado ator Paulo Gracindo, ele chegou a cursar psicologia, mas escolheu seguir a trajetória artística. Ao longo da carreira, atuou no rádio, no teatro, no cinema e na televisão, além de trabalhar como diretor e supervisor de dramaturgia.
Gracindo Júnior integrou o primeiro elenco da TV Globo e foi contratado antes mesmo da inauguração da emissora, em 1965. Entre os primeiros trabalhos estão as novelas “Rosinha do Sobrado”, “Padre Tião”, “A Rainha Louca”, “A Próxima Atração” e “Os Ossos do Barão”.
Um dos papéis mais marcantes veio em 1976, na novela “O Casarão”. Gracindo e o pai interpretaram o mesmo personagem, o pintor João Maciel, em fases diferentes da vida.
O artista também participou de produções como “O Bem-Amado”, “Tenda dos Milagres”, “Mandala”, “O Salvador da Pátria”, “Rainha da Sucata”, “Explode Coração” e “Celebridade”.
Na TV Manchete, ganhou destaque ao interpretar Dom Pedro I em “Marquesa de Santos” e Antônio Sampaio em “Dona Beija”. Posteriormente, participou de produções da Record, como “Cidadão Brasileiro”, “Poder Paralelo” e “Rei Davi”.
Como diretor, trabalhou em novelas, peças e programas de televisão, incluindo “Os Trapalhões” e os primeiros videoclipes musicais exibidos pelo “Fantástico”.
No cinema, atuou em filmes como “Os Homens que Eu Tive”, “Os Trapalhões na Serra Pelada”, “Floresta das Esmeraldas”, “Primo Basílio” e “Segurança Nacional”.
Nos últimos anos, Gracindo Júnior vivia de maneira reservada com a esposa em Visconde de Mauá, no Rio de Janeiro. Seu último trabalho foi o filme “A Queda”, gravado em 2022.