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Mobilidade social acelera e 17,4 milhões deixam a pobreza no país

Em um período de dois anos, 17,4 milhões de brasileiros saíram da pobreza e ascenderam socialmente, passando a integrar as classes A, B e C. Os dados fazem parte de um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV Social), divulgado neste mês, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).

Segundo o levantamento, o avanço representa um dos movimentos mais intensos de mobilidade social já registrados no país. Entre 2022 e 2024, o ritmo de ascensão foi 74% superior ao observado entre 2003 e 2014, período marcado por forte crescimento da renda e expansão de políticas sociais.

O estudo aponta que o principal fator para a melhora foi a renda do trabalho, impulsionada pela ampliação do emprego formal e pelo aumento da ocupação. Programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, também contribuíram para reduzir a vulnerabilidade social e dar maior estabilidade financeira às famílias de menor renda.

Com esse movimento, a participação das classes A, B e C alcançou 78,1% da população em 2024, o maior percentual da série histórica iniciada em 1976. A classe C, considerada a classe média, concentra cerca de 61% dos brasileiros, enquanto as classes D e E recuaram para os menores níveis já registrados, somando pouco mais de 21% da população.

Para o diretor da FGV Social, Marcelo Neri, os dados indicam uma mudança estrutural relevante no perfil socioeconômico do país, com impactos diretos no consumo, no acesso a serviços e na redução das desigualdades. Ele ressalta que a combinação entre crescimento do emprego, políticas sociais e melhora da renda foi determinante para o resultado.

O governo federal avalia que os números refletem a integração entre políticas de combate à pobreza, estímulo ao mercado de trabalho e retomada do crescimento econômico. A expectativa é que a consolidação desse cenário ajude a sustentar novos avanços sociais nos próximos anos, ampliando a inclusão e reduzindo desigualdades históricas no país.

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