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Lula reage a críticas dos EUA e defende Pix: ‘É do Brasil e não vamos mudar’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em defesa do Pix nesta quinta-feira (2), ao reagir às críticas feitas pelos Estados Unidos ao sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. Em declaração pública, Lula afirmou que o mecanismo “é do Brasil” e não será alterado por pressão externa, em meio ao novo atrito comercial entre Brasília e Washington. 

A manifestação do presidente ocorre após a divulgação do relatório anual do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que voltou a apontar o Pix como uma das práticas brasileiras consideradas desfavoráveis a empresas americanas. No documento, o governo norte-americano afirma que o sistema, por ser criado, operado e regulado pelo Banco Central, poderia representar tratamento preferencial em relação a fornecedores privados de serviços de pagamento eletrônico. 

Ao rebater a avaliação, Lula adotou um tom de defesa da soberania econômica e tecnológica do país. A fala reforça a posição do governo brasileiro de que o Pix se consolidou como uma política pública bem-sucedida, com forte adesão popular e impacto direto na digitalização dos meios de pagamento, sobretudo entre pequenos negócios, trabalhadores autônomos e consumidores de baixa renda. 

Nos bastidores do Palácio do Planalto, a reação também é tratada como uma resposta política à ofensiva comercial dos Estados Unidos. A avaliação no governo é de que o questionamento ao Pix ultrapassa o campo técnico e atinge um dos instrumentos mais bem avaliados do sistema financeiro nacional, justamente por reduzir custos e ampliar a concorrência no setor. 

Criado pelo Banco Central e em funcionamento desde 2020, o Pix se tornou um dos principais meios de pagamento no país e é visto pelo governo como um símbolo de modernização bancária e inclusão financeira. Ao defendê-lo publicamente, Lula tenta transformar a pressão externa em discurso de proteção a um sistema que ganhou capilaridade no cotidiano dos brasileiros e se tornou peça central da economia digital do país. 

A declaração do presidente deve ampliar a repercussão política e econômica do tema nos próximos dias, especialmente diante da escalada de divergências entre Brasil e Estados Unidos em áreas como comércio, tecnologia e regulação de mercado. No Planalto, a sinalização é de que não haverá recuo sobre o Pix, tratado agora não apenas como ferramenta financeira, mas também como ativo estratégico nacional. 

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