Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) participam nesta sexta-feira (23) do último debate presidencial antes do segundo turno. O confronto será realizado nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, a partir das 21h20, logo após o Jornal Nacional.
O programa terá transmissão ao vivo pela TV Globo, pela GloboNews e pelas plataformas digitais da emissora. A mediação ficará sob responsabilidade do jornalista César Tralli.
O debate ocorre a dois dias da votação que definirá o próximo presidente da República. Os eleitores voltam às urnas no domingo (25), das 8h às 17h, conforme o horário de Brasília.
A organização dividiu o encontro em quatro blocos, além das considerações finais. Na primeira parte, serão realizadas seis rodadas com temas regionais e um assunto considerado prioritário para o país.
Cada candidato terá três minutos por rodada para apresentar perguntas, responder ao adversário e fazer intervenções. A região e os assuntos discutidos serão definidos conforme as regras estabelecidas pela emissora.
O segundo e o terceiro blocos serão destinados a perguntas relacionadas a temas apresentados em um telão. Os candidatos poderão escolher os assuntos que pretendem abordar durante o confronto.
No quarto bloco, Lula e Flávio discutirão temas livres. Cada participante terá oito minutos para administrar entre perguntas, respostas, réplicas e tréplicas, sem limite definido de intervenções.
Nos três primeiros blocos, o candidato que estiver com a palavra poderá circular pelo estúdio, enquanto o adversário deverá permanecer no respectivo púlpito. No bloco de tema livre, a movimentação ficará restrita ao lado reservado a cada participante.
A regra foi estabelecida depois do debate realizado pela Band no domingo (18), quando a aproximação de Flávio Bolsonaro durante uma fala de Lula provocou tensão e levou à intervenção dos mediadores.
O encontro desta sexta-feira ocorre em um cenário de equilíbrio na disputa. Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (22) mostrou Lula e Flávio empatados com 50% dos votos válidos. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais.
Economia, segurança pública, corrupção, programas sociais e as investigações relacionadas ao Banco Master estão entre os assuntos que podem aparecer no confronto. A abertura dos sigilos bancários, fiscais e telefônicos dos candidatos também deverá ser discutida.
As campanhas apresentaram documentos que permitem o acesso aos dados, mas as informações não haviam sido divulgadas até esta sexta-feira. O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, afirmou que os próprios candidatos podem tornar os documentos públicos sem necessidade de autorização judicial.
O debate encerra a programação eleitoral no rádio e na televisão. A partir de sábado (24), os candidatos não poderão realizar propaganda eleitoral paga ou promover atos de campanha fora das regras permitidas pela legislação.