O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a abertura imediata de procedimento administrativo para responsabilização e expulsão de um servidor da Controladoria-Geral da União (CGU) flagrado em imagens agredindo uma mulher e uma criança de quatro anos, em Águas Claras, no Distrito Federal. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (25), após a divulgação do vídeo que mostra a violência.
Segundo o presidente, a conduta é inadmissível, especialmente por envolver um agente público federal. Lula afirmou que orientou o ministro da CGU a adotar todas as providências necessárias para o afastamento e posterior desligamento do servidor, destacando que o governo não tolera qualquer forma de violência, sobretudo contra mulheres e crianças.
O episódio ocorreu no início de dezembro e foi registrado por câmeras de segurança de um condomínio residencial. As imagens mostram o homem desferindo agressões físicas contra a mulher e a criança durante uma discussão. O vídeo passou a circular nas redes sociais e gerou forte repercussão, levando à atuação imediata do governo federal.
Além do processo administrativo, o caso também é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal, que apura possíveis crimes no âmbito penal. A CGU informou que o servidor já foi afastado de suas funções enquanto o procedimento interno tramita.
Ao se manifestar sobre o episódio, Lula reforçou que agentes públicos devem manter conduta ética dentro e fora do exercício do cargo e afirmou que atitudes como essa não podem ficar impunes. O caso reforça o debate sobre a responsabilidade funcional de servidores públicos e o enfrentamento à violência doméstica no país.