Nesta segunda-feira (16), a guerra no Oriente Médio entrou em uma nova fase com o início de uma operação terrestre do exército de Israel no sul do Líbano, direcionada contra posições do grupo armado Hezbollah. A ofensiva foi confirmada pelas Forças de Defesa de Israel (IDF), que classificaram a ação como uma incursão “limitada e direcionada” para destruir infraestrutura militar e impedir ataques contra comunidades israelenses próximas à fronteira.
De acordo com o comando militar israelense, tropas avançaram para áreas estratégicas do sul do Líbano apoiadas por bombardeios aéreos e ataques de artilharia contra depósitos de armas, centros de comando e posições usadas pelo Hezbollah para lançamento de foguetes. O objetivo declarado é criar uma zona de segurança ao longo da fronteira norte de Israel, região que tem sido alvo frequente de disparos do grupo libanês nas últimas semanas.
A atual escalada começou no início de março, quando o Hezbollah lançou foguetes contra o norte de Israel, ampliando as tensões que já envolviam o país e aliados do Irã na região. Desde então, ataques e contra-ataques têm atingido diferentes áreas do território libanês, incluindo regiões próximas à capital Beirute.
O impacto humanitário da guerra cresce rapidamente. Autoridades libanesas afirmam que centenas de pessoas morreram e mais de 800 mil civis foram deslocados desde o início da ofensiva israelense no país. Muitas famílias deixaram vilarejos do sul do Líbano e buscaram abrigo em cidades mais ao norte ou em áreas improvisadas de acolhimento.
Nos últimos dias, ataques também atingiram áreas densamente povoadas. Um bombardeio ocorrido em Beirute na última semana deixou mortos e feridos entre civis que haviam se deslocado para regiões consideradas mais seguras da cidade, aumentando a pressão internacional por um cessar-fogo.
A escalada preocupa a comunidade internacional. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, alertou que a continuidade das operações militares pode levar à devastação de áreas inteiras do Líbano e ampliar ainda mais a crise humanitária.
Analistas avaliam que a entrada de tropas israelenses em território libanês aumenta o risco de expansão do conflito para outras frentes do Oriente Médio, envolvendo aliados regionais do Irã e forças internacionais presentes na região. Enquanto isso, Israel afirma que as operações continuarão enquanto o Hezbollah mantiver ataques contra seu território.