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Irã sinaliza avanço diplomático e chama proposta dos EUA para encerrar guerra de “generosa”

O governo do Irã afirmou nesta segunda-feira (11) que respondeu oficialmente à proposta apresentada pelos Estados Unidos para tentar encerrar o conflito no Oriente Médio. Em declaração divulgada pela diplomacia iraniana, autoridades classificaram o plano norte-americano como “legítimo e generoso”, indicando uma possível abertura para avanço nas negociações entre os dois países.

A resposta foi encaminhada por meio de canais diplomáticos mediados por Omã, que atua como interlocutor nas conversas indiretas entre Teerã e Washington. A movimentação ocorre em meio à pressão internacional por um cessar-fogo após meses de tensão militar e sucessivos episódios de escalada na região.

Segundo fontes ligadas às negociações, a proposta dos Estados Unidos prevê medidas para redução gradual das operações militares, além de mecanismos de monitoramento ligados ao programa nuclear iraniano e garantias de estabilidade regional. Em contrapartida, o Irã busca flexibilização de sanções econômicas e maior reconhecimento de sua autonomia estratégica.

O conflito elevou o nível de alerta no Oriente Médio e provocou reflexos diretos no mercado internacional, principalmente no setor energético. Nas últimas semanas, o temor de interrupções em rotas marítimas estratégicas pressionou o preço do petróleo e aumentou a preocupação de governos europeus e asiáticos com o risco de ampliação da guerra.

Apesar do tom mais conciliador adotado por Teerã, diplomatas avaliam que ainda existem entraves significativos para um acordo definitivo. Questões relacionadas ao enriquecimento de urânio, à presença militar iraniana na região e ao apoio do país a grupos aliados seguem entre os principais pontos de divergência nas negociações.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda não comentou publicamente a resposta iraniana. Integrantes da Casa Branca, porém, consideram que o posicionamento do Irã pode abrir caminho para uma nova rodada de conversas nos próximos dias.

A comunidade internacional acompanha o avanço das negociações com cautela, diante do temor de que um eventual fracasso diplomático provoque nova escalada militar no Oriente Médio.

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