O Irã afirmou nesta quarta-feira (18) que prepara uma resposta “proporcional e decisiva” à morte de Ali Larijani, atingido em um ataque aéreo na noite de terça-feira (17), na região de Teerã. O governo iraniano atribui a ação a Israel, que não comentou oficialmente o caso até o momento.
Em comunicado, autoridades classificaram o episódio como uma “violação grave da soberania nacional” e afirmaram que a morte de um dos principais nomes da cúpula do país “não ficará sem resposta”. Poucas horas após a confirmação, relatos indicaram o lançamento de mísseis em direção a áreas israelenses, em uma sinalização inicial de retaliação.
Larijani era considerado um dos políticos mais influentes do regime iraniano, com forte atuação em temas estratégicos de segurança e política externa. Ao longo da carreira, ocupou cargos centrais no sistema de poder e mantinha interlocução direta com lideranças militares e institucionais, o que amplia o impacto de sua morte no equilíbrio interno do país.
O episódio ocorre em um momento de crescente tensão entre Irã e Israel, após semanas de ataques indiretos, operações atribuídas a ambos os lados e aumento da presença militar na região. A morte de uma figura de alto escalão em território iraniano marca uma mudança de patamar no conflito, com risco maior de confronto direto.
Fontes ligadas ao governo iraniano indicam que possíveis respostas podem incluir novas ofensivas contra alvos israelenses e interesses estratégicos na região, o que amplia a preocupação de envolvimento de outros países, especialmente aliados de Israel. O cenário também mantém em alerta bases e ativos dos Estados Unidos no Oriente Médio.
No campo econômico, a escalada já gera reflexos. A instabilidade reacende temores sobre a segurança no Estreito de Ormuz, corredor por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente, pressionando os preços internacionais e aumentando a volatilidade dos mercados.
Especialistas avaliam que a morte de Larijani reduz, ao menos no curto prazo, as possibilidades de articulação diplomática e tende a endurecer a posição iraniana. Ao mesmo tempo, o silêncio oficial de Israel mantém o ambiente de incerteza sobre os próximos movimentos.
Com a promessa de retaliação e sinais iniciais de resposta militar, o episódio aprofunda a crise no Oriente Médio e amplia o risco de uma escalada regional com impactos políticos, militares e econômicos de alcance global.