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Irã prepara reabertura do Estreito de Ormuz em meio à pressão dos EUA

O Irã indicou nesta sexta-feira (28) que prepara medidas para normalizar a navegação pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o transporte mundial de petróleo e gás. A movimentação ocorre em meio ao reforço da presença militar dos Estados Unidos na região.

Autoridades iranianas afirmaram que trabalham para estabelecer condições de segurança que permitam a retomada gradual da circulação de embarcações. Ainda não foi divulgado um prazo para a normalização completa do tráfego marítimo.

A possível reabertura pode reduzir a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. As restrições na passagem aumentaram os custos de transporte, elevaram o valor dos seguros marítimos e provocaram desvios de rotas por empresas do setor.

Localizado entre o Irã e Omã, o Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. A passagem concentra uma parcela significativa das exportações mundiais de petróleo, principalmente de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque e Catar.

Apesar da sinalização iraniana, a tensão militar permanece elevada. Os Estados Unidos ampliaram sua presença naval na região sob a justificativa de proteger a liberdade de navegação e evitar ataques contra embarcações comerciais.

O governo de Teerã acusa Washington de aumentar a instabilidade com o envio de forças militares. Os norte-americanos, por outro lado, cobram garantias de que navios civis possam atravessar o estreito sem ameaças ou restrições.

Negociações diplomáticas tentam estabelecer regras para a retomada segura da circulação. Entre as medidas discutidas estão a criação de corredores marítimos, o reforço da comunicação entre as embarcações e o acompanhamento internacional do tráfego.

O mercado acompanha as tratativas porque uma interrupção prolongada pode afetar o abastecimento e elevar os preços dos combustíveis em diferentes países. No Brasil, oscilações internacionais do petróleo podem influenciar os valores da gasolina, do diesel e do gás de cozinha.

A normalização dependerá da redução das tensões e de um entendimento sobre a segurança das embarcações. Enquanto não houver uma definição, empresas de transporte marítimo devem manter cautela ao operar na região.

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