Na manhã desta segunda-feira (4), o governo do Irã afirmou ter realizado um ataque contra um navio militar dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o escoamento global de petróleo. A declaração foi feita por autoridades ligadas à Guarda Revolucionária, em meio à escalada de tensão no Golfo Pérsico.
Segundo Teerã, a embarcação teria sido alvo após ignorar advertências e tentar atravessar a região considerada sensível pelo regime iraniano. O país sustenta que ações desse tipo fazem parte de sua estratégia de controle e defesa da área, especialmente diante da presença militar estrangeira.
Os Estados Unidos, por sua vez, negaram que qualquer navio tenha sido atingido. Em nota, autoridades americanas afirmaram que não houve registro de ataque bem-sucedido contra suas embarcações no estreito, embora reconheçam o aumento do risco operacional na região.
O episódio ocorre em um momento de crescente instabilidade no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo. Desde o início da crise em 2026, o Irã tem intensificado ameaças e restrições à navegação, enquanto os Estados Unidos ampliaram a presença militar e iniciaram operações de escolta a navios comerciais.
A troca de versões reforça o ambiente de incerteza e eleva a preocupação internacional com a segurança da rota marítima. Analistas avaliam que novos incidentes podem impactar diretamente o mercado de energia e aumentar o risco de um confronto direto entre as duas potências.