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Irã diz que ataques dos EUA deixaram 38 mortos e 400 feridos

O governo do Irã informou nesta sexta-feira (17) que os ataques realizados pelos Estados Unidos nos últimos seis dias deixaram 38 mortos e mais de 400 feridos. A nova ofensiva atingiu pontes, uma estação ferroviária, linhas de energia e estruturas portuárias no sul do país.

O balanço foi apresentado pelo chefe de comunicação do Ministério da Saúde iraniano, Hossein Kermanpour. Entre os mortos estão três mulheres e uma criança. Outras 47 pessoas permanecem internadas.

Os números foram divulgados pelas autoridades iranianas e ainda não puderam ser confirmados de forma independente.

Os ataques da madrugada desta sexta atingiram diferentes pontos da província de Hormozgan, área estratégica próxima ao Estreito de Ormuz. Várias das pontes afetadas integram rotas de acesso a Bandar Abbas, cidade portuária que abriga uma base naval da Guarda Revolucionária do Irã.

Imagens divulgadas pela imprensa iraniana mostram trechos de pontes destruídos. Uma das estruturas afetadas foi a ponte de Kahurestan, responsável pela ligação entre Bandar Abbas e Shiraz.

Veículos estatais iranianos afirmam que pelo menos seis pontes foram atacadas na região de Khamir. Sete pessoas teriam morrido e outras nove ficado feridas nesses pontos.

Um entroncamento ferroviário de Bandar Abbas também foi atingido. O Ministério da Energia do Irã relatou danos em linhas de transmissão que atendem a cidade e localidades vizinhas.

Na cidade portuária de Chabahar, a torre de controle marítimo do porto Shahid Kalantari teria sido atacada pela terceira vez e completamente destruída. Não foram registradas vítimas nesse local.

Além de Hormozgan, as ofensivas alcançaram áreas das províncias de Bushehr, Sistão e Baluquistão, Khuzistão e Lorestão.

O Comando Central dos Estados Unidos informou que caças, drones e navios de guerra participaram da sexta onda consecutiva de ataques. Washington afirma que foram utilizadas munições de precisão contra dezenas de alvos militares.

Entre as estruturas mencionadas pelos norte-americanos estão instalações de vigilância costeira, sistemas de defesa aérea, unidades de logística militar e capacidades marítimas das forças iranianas.

A versão apresentada pelos Estados Unidos diverge das informações divulgadas pela mídia estatal do Irã, que relata danos a pontes, ferrovias, instalações de energia e estruturas portuárias.

O presidente norte-americano, Donald Trump, já havia ameaçado ampliar os ataques contra pontes e usinas caso o governo iraniano não retomasse as negociações. A ofensiva sobre infraestruturas estratégicas aumenta o risco de uma nova escalada do conflito.

As Forças Armadas iranianas prometeram responder caso os ataques continuem. O governo de Teerã afirmou que poderá atingir infraestruturas de outros países da região se instalações consideradas essenciais forem destruídas.

A Guarda Revolucionária declarou ter lançado mísseis balísticos e drones contra aviões militares norte-americanos posicionados na Jordânia. Os Estados Unidos não confirmaram perdas, enquanto as forças jordanianas informaram que interceptaram três mísseis lançados pelo Irã.

A intensificação dos ataques amplia a tensão no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. Uma interrupção prolongada da navegação pode afetar os preços internacionais do combustível e produzir reflexos na economia brasileira.

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