O Irã lançou mísseis e drones contra instalações utilizadas pelas forças dos Estados Unidos no Oriente Médio nesta quinta-feira (3). Os ataques atingiram ou tiveram como alvo estruturas no Kuwait, Bahrein, Jordânia e Iraque, em uma nova escalada do conflito entre Teerã e Washington.
A ofensiva foi uma resposta aos recentes bombardeios americanos contra alvos militares iranianos próximos ao Estreito de Ormuz. Os Estados Unidos afirmam que as operações buscam reduzir a capacidade do Irã de ameaçar navios que atravessam a rota estratégica.
No Kuwait, as forças iranianas disseram ter atacado a Base Aérea Ali Al Salem e um complexo residencial utilizado por um comandante americano. O serviço de emergência do país informou que controlou um incêndio provocado pela queda de um drone no local.
O Bahrein, onde está instalada a sede regional da Marinha dos Estados Unidos, afirmou ter interceptado e destruído drones iranianos. A Jordânia também informou que mísseis lançados em direção a instalações militares foram neutralizados.
Ataques contra estruturas americanas e áreas próximas a bases militares também foram registrados no Iraque. Até a última atualização, os Estados Unidos não haviam apresentado uma avaliação completa dos danos nem informado sobre possíveis baixas entre os militares.
A nova rodada de hostilidades ocorre após ataques americanos contra radares, sistemas de comunicação e outras instalações militares na costa sul do Irã. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, os alvos estariam relacionados às operações iranianas no Estreito de Ormuz.
O governo iraniano acusa Washington de atingir áreas civis. Autoridades locais afirmam que um dos bombardeios alcançou uma festa de casamento na província de Hormozgan, deixando quatro mortos e dezenas de feridos. Os Estados Unidos negam ter atacado civis deliberadamente.
A escalada aumentou a preocupação internacional com o número de vítimas e com o risco de envolvimento de outros países. A Organização das Nações Unidas voltou a pedir o respeito ao direito humanitário e a proteção da população civil.
O conflito também afeta o transporte de petróleo. O movimento de embarcações pelo Estreito de Ormuz caiu significativamente nos últimos dias, enquanto o barril do tipo Brent voltou a se aproximar de US$ 100.
A passagem liga o Golfo Pérsico ao Mar Arábico e concentra aproximadamente um quinto do petróleo consumido no mundo. Novos ataques ou restrições à navegação podem pressionar os preços dos combustíveis e provocar impactos na economia mundial.