O governo do Irã afirmou nesta quarta-feira (14) que poderá retaliar com ataques a bases americanas no Oriente Médio caso seja alvo de um ataque dos Estados Unidos, em meio à escalada de tensões na região. O alerta foi enviado a países vizinhos que abrigam forças americanas, numa tentativa de dissuadir Washington de qualquer ofensiva direta.
Fontes diplomáticas informam que as comunicações diretas entre Irã e EUA foram suspensas e que negociações diplomáticas foram interrompidas após confrontos verbais recentes entre os dois países.
A declaração iraniana ocorre enquanto protestos internos mobilizam milhares de pessoas, resultando em centenas de mortos e dezenas de milhares de prisões, segundo organizações de direitos humanos. O governo acusa potências estrangeiras, especialmente Estados Unidos e Israel, de fomentar a instabilidade.
O presidente americano, Donald Trump, emitiu um ultimato, exigindo que Teerã “mostre humanidade” e cesse as execuções de manifestantes, sob risco de ações severas, incluindo opções militares. Líderes iranianos reforçaram que instalações americanas, navios e pessoal seriam alvos legítimos caso o país seja atacado.
Analistas alertam que um confronto aberto poderia desestabilizar toda a região, afetando países que hospedam bases americanas e rotas estratégicas como o Estreito de Hormuz, vital para o transporte de petróleo.
Embora não haja confirmação de um ataque americano iminente, a retórica agressiva de ambos os lados e a crise interna iraniana mantém elevado o risco de conflito militar.