A inflação oficial do Brasil encerrou 2025 dentro do intervalo da meta, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice acumulou 4,26% no ano, resultado inferior ao teto de 4,5% estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Em dezembro, o IPCA registrou alta de 0,33%, influenciado principalmente pelo avanço dos preços em serviços e habitação, além de reajustes pontuais em itens administrados. Por outro lado, a desaceleração de alimentos e combustíveis contribuiu para conter uma pressão maior sobre o índice no fechamento do ano.
O resultado consolida um cenário de maior controle inflacionário ao longo de 2025, em meio à política monetária restritiva adotada pelo Banco Central, que manteve a taxa Selic em patamar elevado durante o ano para frear a demanda e ancorar as expectativas do mercado.
Com a inflação dentro da meta, analistas avaliam que o dado reforça um ambiente de maior previsibilidade para a economia e amplia as discussões sobre eventuais ajustes na política de juros em 2026, desde que a trajetória dos preços siga estável. Ainda assim, o BC mantém postura cautelosa, já que o índice permanece acima do centro da meta, fixado em 3%.
O fechamento do IPCA dentro do intervalo previsto reduz incertezas para consumidores, empresas e investidores e marca um passo relevante na consolidação da estabilidade econômica do país.