A inflação oficial do país desacelerou em junho e ficou em 0,16%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10). O resultado veio abaixo do esperado pelo mercado e mostra perda de força em relação a maio, quando o índice havia avançado 0,58%.
Com o resultado, o IPCA acumula alta de 4,64% em 12 meses. Apesar da desaceleração, o índice ainda segue acima do teto da meta de inflação, que é de 4,5%.
O principal alívio veio do grupo Alimentação e Bebidas, que caiu 0,24% no mês. A alimentação no domicílio também recuou, puxada pela queda nos preços do café moído, frutas e carnes.
Os combustíveis também ajudaram a conter a inflação. Houve queda no etanol, no óleo diesel, no gás veicular e na gasolina, mesmo em um momento de atenção no mercado internacional por causa da tensão no Oriente Médio.
Por outro lado, o grupo Habitação foi o que mais pressionou o índice em junho. A energia elétrica residencial voltou a subir, embora em ritmo menor do que no mês anterior, ainda impactada pela bandeira tarifária amarela.
Transportes registrou alta no mês, influenciado principalmente pelo aumento das passagens aéreas. Já os serviços seguiram como ponto de atenção, com avanço mais moderado, mas ainda acumulando pressão em 12 meses.
O resultado do IPCA reforça a expectativa de que o Banco Central mantenha cautela nas próximas decisões sobre a taxa Selic. A inflação perdeu força no mês, mas ainda está acima da meta e depende de fatores como câmbio, combustíveis, energia e alimentos.
Para o consumidor, o dado mostra um alívio parcial no bolso, principalmente em itens de alimentação e combustíveis. Mesmo assim, o custo de vida continua pressionado por despesas como energia elétrica, serviços e moradia.