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Incêndios florestais no Chile causam 19 mortes e devastação de mais de 20 mil hectares

Introdução

As autoridades chilenas confirmaram nesta segunda-feira (19) que os incêndios florestais que assolam o país resultaram em pelo menos 19 mortes. O governo realizou remoções em massa de moradores enquanto combatia quase duas dezenas de focos ativos, agravados por condições climáticas extremas.

O ministro da Segurança, Luis Cordero, alertou em coletiva de imprensa que, apesar de alguma melhora noturna, os maiores incêndios permaneciam ativos com previsão de condições adversas durante o dia. A principal preocupação das autoridades é o surgimento de novos focos em toda a região afetada.

Desenvolvimento

Partes do centro e sul do Chile estão sob alertas de calor extremo, com temperaturas previstas para atingir 37 ºC. A Corporação Nacional Florestal (CONAF) informou no final de domingo que os bombeiros combatiam 23 incêndios em todo o território nacional.

Os focos mais críticos localizam-se nas regiões de Ñuble e Bío Bío, onde o presidente Gabriel Boric declarou estado de calamidade pública. Mais de 20.000 hectares, área equivalente ao tamanho de Seattle, já foram devastados pelas chamas.

O maior incêndio, ultrapassando 14.000 hectares, concentra-se nos arredores da cidade costeira de Concepción. Este foco de rápida propagação atingiu as cidades de Penco e Lirquén durante o fim de semana, destruindo centenas de residências e causando várias vítimas fatais.

As autoridades ainda realizam avaliações completas dos danos materiais e humanos. O combate às chamas continua com especial atenção à ameaça que representam para a prisão de Manzano, próxima a Concepción, e para a cidade de Tomé, localizada ao norte.

O Chile e a Argentina iniciaram o ano novo sob intensas ondas de calor que persistem durante janeiro. No início deste mês, incêndios florestais já haviam irrompido na Patagônia argentina, consumindo aproximadamente 15.000 hectares de vegetação.

Conclusão

A situação permanece crítica com focos ativos em múltiplas regiões chilenas. As equipes de combate trabalham sob condições climáticas desfavoráveis, enfrentando temperaturas elevadas e ventos fortes que dificultam as operações.

O governo mantém esforços coordenados para proteger áreas populacionais e infraestruturas críticas. A extensão total dos danos ainda será determinada após o controle completo dos incêndios que continuam a desafiar as autoridades chilenas.

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