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Guerra no Oriente Médio se intensifica com ataques a diplomáticos e infraestrutura crítica

Nesta terça‑feira (17), a guerra no Oriente Médio avançou para uma nova fase de intensidade, com ataques diretos a bases americanas, ofensivas israelenses contra o Irã e impactos civis em Gaza e no Golfo. O conflito, iniciado em 28 de fevereiro de 2026, já afeta múltiplos países da região e provoca repercussões econômicas e humanitárias globais.

Na manhã desta terça, drones e mísseis atingiram a embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, gerando explosões e incêndios dentro do complexo diplomático. Autoridades de segurança iraquianas confirmaram que, embora a maioria dos projéteis tenha sido interceptada, parte do ataque atingiu instalações internas, evidenciando a escalada inédita do conflito sobre alvos civis e diplomáticos.

Em Israel, as forças armadas anunciaram a morte de dois altos oficiais iranianos, incluindo Ali Larijani, ex-secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, e o chefe das Forças Basij, grupo paramilitar vinculado à Guarda Revolucionária. Ambos desempenhavam papel central na coordenação da defesa iraniana e na estratégia de retaliação contra os ataques israelenses e americanos.

Enquanto isso, em Gaza, um ataque aéreo israelense matou três pessoas, incluindo uma criança, e deixou outros 12 feridos. A ação mostra que mesmo áreas sob acordos de cessar-fogo estão vulneráveis, e reforça a fragilidade da estabilidade regional diante da escalada.

A guerra também atingiu a infraestrutura econômica do Golfo. Um drone iraniano provocou incêndio em uma instalação de petróleo nos Emirados Árabes Unidos, enquanto a produção e exportação de petróleo enfrentam interrupções que pressionam os preços globais. O Estreito de Hormuz, rota estratégica para transporte de energia, permanece em alerta máximo, aumentando o risco de instabilidade nos mercados internacionais. Além disso, companhias aéreas, como a Oman Air, anunciaram cancelamentos de voos para nove destinos até o fim de março devido a restrições de espaço aéreo.

O impacto humanitário é crescente. Milhares de civis foram deslocados, especialmente no Líbano e em Gaza, e enfrentam escassez de alimentos, água e serviços médicos. Organizações internacionais alertam para a ampliação da crise, à medida que os combates se espalham e atingem áreas urbanas fora das frentes principais.

O conflito, que começou como ataques coordenados entre Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã, se transformou em uma guerra multifrontal, envolvendo retaliações diretas a bases americanas, líderes militares iranianos e infraestrutura crítica, com repercussões econômicas, políticas e humanitárias na região e no mundo.

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