O governo federal decidiu prorrogar o programa de subsídios ao diesel, medida adotada para amenizar os impactos da alta internacional do petróleo sobre os combustíveis e evitar novos aumentos nos custos do transporte de cargas. A decisão foi tomada na sexta-feira (29), às vésperas do encerramento do prazo inicial da política, que terminaria neste fim de semana.
A renovação do benefício ocorre em um momento de instabilidade no mercado global de energia, marcado por tensões geopolíticas que elevaram os preços do petróleo. Com a medida, o Palácio do Planalto busca reduzir a pressão sobre caminhoneiros, transportadoras e setores que dependem da logística rodoviária, além de conter reflexos na inflação.
O programa prevê auxílio financeiro para produtores e importadores de diesel, com o objetivo de manter os preços mais baixos ao longo da cadeia de distribuição. A iniciativa foi criada por meio de medida provisória editada pelo governo federal e integra um conjunto de ações voltadas à estabilização dos custos dos combustíveis.
A equipe econômica avalia que a continuidade do subsídio ajuda a evitar repasses para o consumidor final. Como o diesel é o principal combustível utilizado no transporte de mercadorias no país, eventuais aumentos costumam impactar diretamente os preços de alimentos, produtos industrializados e serviços.
Nos bastidores, integrantes do governo defendem que a prorrogação oferece maior previsibilidade ao setor produtivo enquanto persistirem as incertezas no mercado internacional. A expectativa é que a medida permaneça em vigor até que haja uma redução mais consistente das pressões externas sobre os combustíveis.
Além do diesel, o governo também decidiu manter incentivos relacionados ao biodiesel e ao querosene de aviação (QAV), ampliando a estratégia para reduzir os efeitos da volatilidade dos preços da energia sobre a economia brasileira.