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Governo finaliza pacote contra endividamento e prevê anúncio no Dia do Trabalho

Nesta terça-feira (28), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, deve apresentar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o pacote de medidas voltado à redução do endividamento das famílias brasileiras. A expectativa do governo é anunciar o conjunto de ações na sexta-feira (1º), Dia do Trabalho.

A proposta reúne iniciativas de renegociação de dívidas, ampliação do crédito e medidas estruturais para aliviar a pressão financeira sobre os consumidores. Segundo integrantes da equipe econômica, o objetivo é enfrentar o alto nível de inadimplência no país e estimular o consumo.

O eixo central do plano envolve a reformulação de programas como o Desenrola Brasil, com ampliação do alcance e possibilidade de descontos maiores para quem está inadimplente. A estratégia busca facilitar acordos entre credores e devedores e permitir que consumidores voltem a ter acesso ao crédito.

Outro ponto em estudo é o estímulo ao crédito mais barato, com uso ampliado de garantias públicas para reduzir o risco das operações financeiras. A medida pode resultar em juros menores e prazos mais longos para pagamento.

O governo também avalia a liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para quitação de dívidas mais caras, como as de cartão de crédito e cheque especial. A intenção é reduzir o comprometimento da renda das famílias.

Além disso, o pacote deve incluir o fortalecimento do crédito consignado, inclusive para trabalhadores do setor privado, e medidas para facilitar a portabilidade de dívidas entre bancos, aumentando a concorrência no sistema financeiro.

Na frente preventiva, a equipe econômica prevê ampliar ações de educação financeira e incluir públicos específicos, como microempreendedores individuais e estudantes com dívidas em programas de financiamento estudantil.

As discussões ocorrem em um cenário de alto endividamento das famílias e juros elevados, o que limita o consumo e dificulta a recuperação econômica. A avaliação do governo é que a combinação de renegociação, crédito mais acessível e orientação financeira pode reduzir a inadimplência de forma gradual.

Especialistas apontam, no entanto, que os resultados dependerão da adesão de bancos e credores, além do comportamento da economia, especialmente em relação à renda, ao emprego e à trajetória dos juros.

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