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Governo diz que bloqueio de R$ 23,7 bilhões não deve afetar benefícios e serviços públicos

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou nesta sexta-feira (26) que o bloqueio de R$ 23,7 bilhões no orçamento federal será distribuído entre diferentes áreas do governo para evitar impacto concentrado em serviços públicos, benefícios sociais, bolsas, obras e políticas em andamento.

Segundo o ministro, a medida não representa um corte definitivo, mas um ajuste temporário necessário para cumprir as regras fiscais. O bloqueio ocorre em despesas consideradas não obrigatórias e foi adotado para acomodar o crescimento de gastos obrigatórios previstos no orçamento.

O valor total bloqueado chegou a R$ 23,7 bilhões após nova limitação anunciada pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento. A medida consta do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento que orienta a execução do orçamento federal.

Moretti afirmou que o governo fez um remanejamento interno para garantir o pagamento de benefícios e reduzir o impacto sobre cada ministério. A estratégia, segundo ele, busca manter o equilíbrio entre responsabilidade fiscal e continuidade de políticas públicas.

O ministro também citou preocupação com propostas em tramitação no Congresso que possam aumentar despesas sem indicação de fonte de compensação. De acordo com ele, o governo mantém diálogo com Câmara e Senado para evitar medidas com impacto negativo nas contas públicas.

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