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Genro acusado de assassinato de sogro em farmácia enfrenta júri em Goiás

Introdução

O Tribunal do Júri de Goiás iniciou nesta segunda-feira (19) o julgamento de Felipe Gabriel Jardim Gonçalves, acusado de assassinar o sogro, João do Rosário Leão, dentro de uma farmácia no Setor Bueno, em Goiânia. O crime, ocorrido em 29 de junho de 2022, foi registrado pelas câmeras de segurança do estabelecimento e chocou a comunidade local. O réu responde pelos crimes de homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo, em um processo que já sofreu adiamentos anteriores.

Desenvolvimento

De acordo com as investigações do Ministério Público, Felipe Gabriel adentrou a farmácia onde a vítima trabalhava e efetuou disparos contra João do Rosário Leão. O laudo de sanidade mental produzido no âmbito da Justiça concluiu que o acusado era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito de seus atos no momento do crime, conforme destacou a acusação. A defesa, no entanto, busca invalidar esse exame, alegando parcialidade dos peritos, argumento que será submetido à análise dos jurados.

A última sessão do júri, marcada para outubro do ano passado, foi cancelada após uma jurada passar mal durante os debates no plenário. O adiamento prolongou a espera da família da vítima por uma resolução judicial. A filha de João do Rosário afirmou que espera que o julgamento traga justiça após anos de espera, destacando que as provas são claras e demonstram que o acusado estava em plena consciência quando cometeu o crime.

Ela também relatou que, após o assassinato, recebeu uma ligação de Felipe Gabriel informando a morte do pai e proferindo ameaças. Este não é o primeiro processo criminal envolvendo o réu: Felipe Gabriel está preso desde junho de 2023, quando foi condenado a três anos de reclusão por ameaça e violência psicológica contra a ex-namorada. Naquela ocasião, conforme a denúncia, ele teria usado arma de fogo para intimidar a mulher e o filho dela, então com quatro anos de idade.

Conclusão

O julgamento em curso representa um capítulo crucial na busca por justiça para um crime violento que vitimou João do Rosário Leão em seu local de trabalho. A análise das provas, incluindo as imagens de videomonitoramento e os laudos periciais, será fundamental para a decisão dos jurados. O desfecho deste processo judicial é aguardado não apenas pela família da vítima, mas também por toda a comunidade jurídica de Goiás, que acompanha um caso marcado por violência e por tramitações processuais anteriores envolvendo o réu.

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