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FMI afirma que Bolsa Família não reduz participação feminina no mercado de trabalho

O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou, no último sábado (14), que o Bolsa Família não desestimula a participação feminina no mercado de trabalho. A conclusão consta em análise baseada em dados oficiais e contraria críticas de que o programa poderia incentivar o afastamento das beneficiárias da atividade profissional.

O estudo foi elaborado a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e não identificou diferenças significativas na taxa de participação no mercado entre mulheres que recebem o benefício e aquelas que não são contempladas pelo programa.

De acordo com o relatório, fatores estruturais explicam de forma mais consistente eventuais variações na presença feminina no mercado de trabalho. Entre eles, está a responsabilidade desproporcional pelos cuidados com filhos e tarefas domésticas. Mulheres dedicam, em média, quase dez horas semanais a mais do que os homens ao trabalho não remunerado, o que impacta diretamente a disponibilidade para atividades formais.

O documento também aponta que cerca de 85% das famílias atendidas pelo Bolsa Família são chefiadas por mulheres, reforçando o papel central delas na gestão dos recursos e na organização financeira dos lares em situação de vulnerabilidade social.

O FMI destaca ainda que a ampliação da participação feminina na força de trabalho pode contribuir para o crescimento econômico do país nos próximos anos. Entre as medidas sugeridas estão o aumento da oferta de creches, políticas de incentivo ao emprego feminino e ações voltadas à redução da desigualdade salarial.

A conclusão do organismo internacional reforça que os entraves à maior inserção das mulheres no mercado de trabalho estão ligados a desafios estruturais e sociais, e não ao modelo de transferência de renda adotado pelo programa federal.

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