O Atlético Mineiro e o Lanús se enfrentam neste sábado pela grande final da Copa Sul-Americana 2025, no Estádio Defensores del Chaco, em Assunção, no Paraguai. A bola rola às 17h (horário de Brasília). A Conmebol transferiu a sede da partida após atrasos nas obras do estádio inicialmente escolhido na Bolívia, levando a decisão para um dos palcos mais tradicionais do continente.
A delegação atleticana chegou ao Paraguai na sexta-feira e realizou um último treino leve no início da noite. O Lanús desembarcou horas antes e também fez o reconhecimento do gramado. As imediações do estádio já registravam grande movimentação desde cedo, com torcedores de ambos os países espalhados pela capital paraguaia.
Momento e motivação dos finalistas
O Atlético-MG entra em campo em busca de um título inédito. Apesar de já ter disputado decisões continentais no passado, o clube mineiro jamais levantou a taça da Sul-Americana. O trabalho de Jorge Sampaoli devolveu intensidade, posse de bola agressiva e pressão alta ao time, que cresceu nas fases decisivas e chega embalado pela consistência defensiva e pela evolução coletiva.
O Lanús, comandado por Mauricio Pellegrino, tenta novamente fazer história. A equipe argentina percorreu campanha sólida, eliminou a Universidad de Chile na semifinal com autoridade e aposta na experiência de jogadores como Eduardo Salvio para sustentar o estilo pragmático, de transição rápida e marcação forte no setor central.
Prováveis escalações
O Atlético-MG deve ter mudança importante na defesa: Franco não deve atuar, abrindo espaço para ajustes na estrutura defensiva.
Atlético-MG
Everson; Tressoldi, Vitor Hugo e Junior Alonso (na construção por dentro), com Guilherme Arana avançando como ala; Igor Gomes, Alexsander e Vera; Bernard e Rony.
Técnico: Jorge Sampaoli.
Lanús
Losada; Pérez, Izquierdoz, Canale, Marcich; Medina, Cardozo; Salvio, Moreno, Carrera; Castillo.
Técnico: Mauricio Pellegrino.
Transmissão
A final terá ampla cobertura:
SBT (TV aberta)
YouTube do SBT Sports
ESPN, Disney+ e Paramount+ (assinantes)
Ambiente pré-jogo em Assunção
A capital paraguaia amanheceu com ruas tomadas por torcedores. A polícia local montou operação especial nos arredores do Defensores del Chaco para controlar o fluxo de torcidas, especialmente em áreas compartilhadas como os acessos norte e leste do estádio. A Conmebol reforçou a segurança interna com equipes adicionais após recomendação das autoridades paraguaias.
Nos hotéis, tanto Atlético-MG quanto Lanús relataram ambiente de tranquilidade e concentração. O Galo realizou reunião técnica pela manhã, seguida de descanso, enquanto a equipe argentina optou por leve atividade regenerativa no período matutino.
O que esperar taticamente
Atlético-MG
Sem Franco, Sampaoli deve reorganizar sua saída de bola, formando uma linha de três com Tressoldi, Vitor Hugo e Alonso. Arana deve atuar mais avançado, quase como meia aberto pela esquerda, para gerar amplitude e profundidade. Bernard articula entrelinhas, enquanto Rony tenta atacar o espaço às costas da defesa argentina. O Galo deve tentar impor ritmo desde o início, pressionando a saída rival e ocupando o campo ofensivo com muitos jogadores.
Lanús
A equipe argentina deve adotar postura reativa, com linhas compactas e marcação forte no meio. Cardozo e Medina têm papel fundamental na contenção, enquanto Moreno e Carrera procuram velocidade para conduzir contra-ataques. Salvio é o jogador de maior experiência e pode ser arma para administrar momentos de pressão. Castillo, referência na área, é a principal esperança de finalização.
Peso histórico e narrativa da final
Para o Atlético-MG, a final representa a chance de consolidar uma temporada de altos e baixos com um título internacional inédito e de enorme relevância. Para o Lanús, significa a oportunidade de reafirmar sua tradição recente em competições da Conmebol e retomar espaço de protagonista no cenário continental.
O clima é de expectativa elevada em Assunção, e a promessa é de uma decisão equilibrada, com estilos contrastantes e forte carga emocional.