Em entrevista concedida na segunda-feira (26) ao Jornal O Globo, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou que não adotará postura passiva diante dos desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master, alvo de investigações que têm provocado questionamentos sobre a atuação do Judiciário. Segundo o ministro, a Corte irá agir sempre que houver necessidade institucional. “Não vou cruzar os braços”, afirmou.
A declaração ocorre em meio à repercussão do inquérito que trata de possíveis irregularidades financeiras ligadas ao banco e que tramita no STF. O caso ganhou maior visibilidade após a liquidação da instituição pelo Banco Central e o avanço de apurações que envolvem operações financeiras, fundos de investimento e agentes públicos.
Fachin evitou comentar situações específicas ou antecipar decisões, mas ressaltou que eventuais questionamentos formais sobre a condução do processo devem seguir os ritos previstos no regimento interno da Corte. De acordo com o ministro, qualquer providência será tomada dentro dos limites legais e com respeito às decisões colegiadas do tribunal.
Na entrevista, o presidente do STF também destacou a necessidade de preservar a credibilidade das instituições e reforçou que a atuação do Supremo deve ser pautada pela legalidade, pela transparência e pelo devido processo legal, especialmente em casos de grande repercussão nacional.
O caso Banco Master segue sob acompanhamento de órgãos de controle e investigação e permanece no centro do debate jurídico e institucional sobre responsabilidade, governança e os limites da atuação do Judiciário.