O ex-príncipe britânico Andrew Mountbatten-Windsor foi detido nesta quinta-feira (19), no Reino Unido, em meio a novos desdobramentos das investigações relacionadas ao caso Jeffrey Epstein. A prisão foi realizada por agentes da Thames Valley Police na residência do ex-membro da família real na propriedade de Sandringham Estate, onde ele vinha mantendo rotina discreta após o afastamento das funções públicas.
De acordo com autoridades britânicas, a detenção está ligada à análise de documentos recentemente divulgados nos Estados Unidos, conhecidos como “Epstein files”, que ampliaram o escrutínio sobre a relação entre Andrew e o financista condenado. Os registros incluem comunicações e anotações que passaram a integrar novas linhas de investigação sobre possível má conduta no exercício de cargo público, período em que o ex-príncipe atuou como enviado comercial britânico em compromissos internacionais.
A polícia também confirmou a realização de buscas em endereços associados ao investigado, enquanto apura se houve compartilhamento indevido de informações institucionais ou outras irregularidades relacionadas às funções que exercia à época. Andrew permanece sob custódia para interrogatório, procedimento padrão em investigações dessa natureza no sistema jurídico britânico.
Em nota, o Buckingham Palace informou que o rei Charles III foi comunicado sobre a operação e que a família real não comentará o caso além de reforçar que cooperará com as autoridades, caso seja necessário.
O episódio marca um novo capítulo no desgaste institucional envolvendo o ex-príncipe, que já havia sido afastado das atividades oficiais em 2019 após a repercussão internacional de sua ligação com Epstein. As autoridades não informaram prazo para eventual apresentação de acusações formais, e a investigação segue em andamento.