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Ex-ministro Raul Jungmann morre aos 73 anos em Brasília

Introdução

O ex-ministro Raul Jungmann faleceu neste domingo (18), em Brasília, aos 73 anos. A informação foi confirmada pelo Instituto Brasileiro de Mineração, instituição que ele presidia desde 2022. Jungmann lutava contra um câncer no pâncreas e teve seu quadro de saúde agravado nas últimas semanas.

Desenvolvimento

A trajetória política de Raul Jungmann foi marcada por sua atuação em diferentes frentes e governos. Ele ocupou por quatro vezes o cargo de ministro, estando à frente de pastas como Reforma Agrária, Defesa e Segurança Pública. Sua carreira parlamentar incluiu três mandatos na Câmara dos Deputados e uma passagem pela Câmara Municipal do Recife.

Durante o governo Fernando Henrique Cardoso, Jungmann comandou o Ministério do Desenvolvimento Agrário e de Políticas Fundiárias. Já na gestão de Michel Temer, assumiu o Ministério da Defesa e, posteriormente, tornou-se o primeiro ministro da Segurança Pública do Brasil em 2018. Nesse período, coordenou operações baseadas em decretos de Garantia da Lei e da Ordem que autorizaram o emprego das Forças Armadas em estados com crises de segurança.

Sua militância política começou na juventude, no antigo Partido Comunista Brasileiro. Ao longo das décadas, transitou por várias siglas: foi filiado ao MDB entre 1972 e 1994, integrou o PPS até 2001, migrou para o PMDB e retornou ao PPS em 2003, onde permaneceu até 2018. Essa projeção nacional como ministro contribuiu para sua eleição como deputado federal por Pernambuco em 2002, sendo reeleito em 2006.

Como parlamentar, Jungmann teve participação destacada em momentos importantes da política nacional. Foi vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, que investigou esquemas de corrupção na compra de ambulâncias, e atuou como um dos líderes da Frente Brasil Sem Armas durante o referendo de 2005 sobre comercialização de armas. Na legislatura iniciada em 2015, exerceu mandato até 2016, posicionando-se favoravelmente ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Além da atividade política, Jungmann acumulou experiências em órgãos públicos e entidades setoriais. Ele também presidiu o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, demonstrando versatilidade em sua atuação profissional. Sua última função pública foi a direção-presidência do Instituto Brasileiro de Mineração, cargo que ocupava desde 2022.

Conclusão

A morte de Raul Jungmann repercutiu entre políticos e admiradores, com manifestações de pesar de diversas personalidades públicas. O ex-presidente Michel Temer lamentou a perda, referindo-se ao ex-ministro como “brasileiro que soube servir ao país”. A trajetória de Jungmann reflete décadas de envolvimento com questões nacionais em diferentes esferas do poder.

Sua saúde vinha se deteriorando progressivamente desde novembro de 2025, quando foi internado pela primeira vez para tratar o câncer no pâncreas. Após breve alta em dezembro, retornou ao hospital próximo ao Natal, recebendo alta após o Ano Novo. A internação final ocorreu no sábado (17), um dia antes de seu falecimento, encerrando uma batalha de meses contra a doença.

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