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EUA confirmam saída da OMS e deixam Organização oficialmente

Os Estados Unidos confirmaram oficialmente a saída da Organização Mundial da Saúde (OMS), encerrando uma participação de quase 80 anos na principal agência de saúde global ligada às Nações Unidas. A retirada entrou em vigor nesta quinta-feira (22), após o cumprimento do prazo legal de um ano desde a notificação formal enviada pelo governo norte-americano.

A decisão foi comunicada em nota conjunta do Departamento de Estado e do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, que confirmaram a conclusão do processo iniciado em janeiro de 2025 por determinação do presidente Donald Trump. Com isso, os EUA deixam de integrar a estrutura administrativa e decisória da OMS.

Segundo o governo americano, a saída foi motivada por críticas à condução da organização durante a pandemia de Covid-19, questionamentos sobre a independência política da entidade e divergências quanto ao modelo de financiamento. Washington afirma que pretende manter ações de cooperação internacional em saúde por meio de acordos bilaterais, fora do guarda-chuva da OMS.

Apesar da formalização, a retirada ocorre em meio a impasses financeiros. A Organização Mundial da Saúde sustenta que os Estados Unidos ainda possuem contribuições pendentes referentes a anos anteriores, o que pode impactar futuras parcerias técnicas e o acesso a programas globais de vigilância epidemiológica.

A confirmação da saída provocou reações imediatas na comunidade internacional. Especialistas em saúde pública alertam que a ausência dos EUA, historicamente um dos maiores financiadores e centros de pesquisa ligados à OMS pode enfraquecer a coordenação global no enfrentamento de novas pandemias e dificultar o compartilhamento de dados sobre doenças infecciosas.

Em nota, a OMS lamentou a decisão e destacou a longa trajetória de cooperação com os Estados Unidos em campanhas de vacinação, erradicação de doenças e fortalecimento de sistemas de saúde ao redor do mundo, afirmando que permanece aberta ao diálogo.

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