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EUA apreendem navio iraniano e Estreito de Ormuz volta a ser fechado sob ameaça de guerra

A Marinha dos Estados Unidos confirmou a interceptação e apreensão do navio cargueiro iraniano M/V Touska no Golfo de Omã, após a embarcação tentar romper o bloqueio naval imposto pelo governo de Donald Trump. O episódio, ocorrido neste domingo (19), provocou o fechamento imediato do Estreito de Ormuz por parte das forças iranianas e colocou as negociações de paz em xeque.

De acordo com relatórios do Pentágono, o destróier USS Spruance monitorou o Touska por mais de seis horas. Após o comando da embarcação ignorar sucessivos avisos de recuo, a Marinha americana disparou contra a sala de máquinas do cargueiro para paralisar sua propulsão. Na sequência, fuzileiros navais realizaram uma operação de rapel para assumir o controle total do navio. Em comunicado, o Comando Central dos EUA afirmou que o Touska já estava sob sanções por atividades ilegais anteriores, justificando a ação como medida de segurança nacional.

A reação do Irã foi imediata. O governo classificou a apreensão como um ato de pirataria internacional e anunciou que, em represália, o tráfego pelo Estreito de Ormuz, por onde transitam cerca de 20% do consumo global de petróleo, está novamente bloqueado para qualquer navio de bandeira aliada aos EUA. O reflexo no mercado financeiro foi instantâneo nesta segunda-feira (20): o barril do tipo Brent registrou uma alta superior a 6%, ultrapassando a marca de US$94.

O incidente acontece em um momento crítico, a apenas dois dias do vencimento oficial do cessar-fogo de duas semanas. Teerã comunicou a recusa em participar da segunda rodada de negociações que estava prevista para ocorrer em Islamabad, no Paquistão. Enquanto o presidente Donald Trump defende a estratégia de pressão máxima para forçar um novo acordo, a comunidade internacional observa com apreensão o risco de uma escalada militar direta na região.

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