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Estudo do Ipea aponta custo similar à de reajustes históricos do salário mínimo em redução da jornada de trabalho

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indica que reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais teria um custo econômico semelhante ao observado em reajustes históricos do salário mínimo no país. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (10) pelo órgão.

A análise, baseada em dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2023, aponta que setores como indústria e comércio, que concentram mais de 13 milhões de trabalhadores, teriam aumento de custo operacional inferior a 1%, sugerindo que o mercado poderia absorver a mudança sem impactos severos.

Segundo o estudo, manter a remuneração nominal enquanto se reduz a carga horária aumentaria o custo da hora trabalhada, mas o efeito sobre os custos totais das empresas seria moderado. Setores que dependem intensamente de mão de obra, como vigilância e limpeza, poderiam registrar impactos mais expressivos, porém ainda gerenciáveis.

O Ipea também questiona a ideia de que a redução da jornada resultaria automaticamente em queda do Produto Interno Bruto (PIB), destacando que reorganizações de trabalho e ganhos de produtividade podem compensar possíveis efeitos negativos.

A discussão sobre a redução da jornada ocorre em meio a debates sobre flexibilização das escalas de trabalho e o fim da jornada 6×1, que prevê um dia de descanso a cada seis dias trabalhados.

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