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Estudo aponta risco de contaminação da água em bebedouros de uso compartilhado

Um estudo científico recente acendeu um alerta sobre a qualidade da água consumida em bebedouros de uso coletivo instalados em escolas, empresas, academias e prédios públicos. A pesquisa indica que esses equipamentos podem apresentar níveis elevados de contaminação bacteriana, em alguns casos superiores aos da própria água da rede pública.

A análise reuniu dezenas de estudos internacionais que avaliaram a qualidade microbiológica da água em bebedouros e dispensers. Os resultados mostram que uma parcela significativa dos equipamentos analisados continha bactérias potencialmente nocivas à saúde, como coliformes totais e Pseudomonas aeruginosa, microrganismos associados a infecções gastrointestinais, urinárias e respiratórias.

De acordo com os pesquisadores, a contaminação não está, necessariamente, ligada à origem da água, mas ao uso compartilhado e à manutenção inadequada dos equipamentos. Entre os principais fatores apontados estão a formação de biofilmes, camadas de microrganismos que se fixam nas superfícies internas dos bebedouros, a água parada por longos períodos e a ausência de cloro residual após o processo de filtragem.

O estudo também destaca que, em diversos locais avaliados, a água fornecida diretamente pela rede de abastecimento apresentou melhor qualidade microbiológica do que aquela armazenada ou filtrada nos bebedouros. Isso ocorre porque a água encanada passa por controle contínuo e recebe desinfecção regular, enquanto os bebedouros dependem de limpeza periódica e troca correta de filtros.

Especialistas ouvidos pelos autores ressaltam que o risco é maior para crianças, idosos, gestantes e pessoas com o sistema imunológico comprometido, embora indivíduos saudáveis também possam ser afetados em situações de exposição prolongada. A presença de bactérias, segundo os pesquisadores, não significa que o consumo levará automaticamente a doenças, mas indica falhas nos padrões de higiene e controle.

Como medidas preventivas, o estudo recomenda manutenção técnica frequente, higienização completa dos componentes internos, substituição dos filtros dentro do prazo recomendado e fiscalização mais rigorosa por parte das autoridades sanitárias. Os pesquisadores também alertam para a importância da conscientização dos usuários, especialmente quanto ao uso de garrafas e copos reutilizáveis devidamente higienizados.

O levantamento reforça a necessidade de revisão das normas de controle sanitário aplicadas a bebedouros coletivos, que, em muitos casos, não seguem os mesmos critérios exigidos para os sistemas públicos de abastecimento de água. Para os autores, garantir a segurança desses equipamentos é essencial para reduzir riscos à saúde em ambientes de grande circulação.

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