A Anthropic anunciou nesta quarta-feira (5) a criação de uma equipe interna para desenvolver chips personalizados destinados aos modelos de inteligência artificial Claude. A empresa também abriu vagas para engenheiros especializados em hardware e software.
O objetivo é criar componentes capazes de tornar os modelos mais rápidos e eficientes, além de atender à crescente demanda de empresas e usuários por ferramentas de inteligência artificial. A iniciativa confirma que a companhia pretende ampliar sua atuação para além do desenvolvimento de programas.
A Anthropic busca profissionais com experiência em diferentes etapas da produção de chips, desde o desenho dos componentes até a integração entre equipamentos e sistemas. A estratégia prevê o desenvolvimento conjunto do hardware e dos modelos de inteligência artificial.
A empresa ainda não informou quando os primeiros chips estarão disponíveis. Também não esclareceu se pretende construir uma fábrica própria ou contratar fabricantes especializados para produzir os componentes.
Enquanto desenvolve sua tecnologia, a Anthropic continuará utilizando equipamentos e serviços fornecidos por Nvidia, AMD, Google e Amazon Web Services. A companhia afirma que manterá uma estrutura diversificada para reduzir riscos de abastecimento e garantir capacidade de processamento.
A disputa por chips avançados se intensificou com a expansão da inteligência artificial generativa. Esses componentes são necessários tanto para o treinamento dos modelos quanto para o processamento das solicitações enviadas diariamente pelos usuários.
O desenvolvimento de um chip avançado pode exigir investimentos superiores a R$ 2,6 bilhões, considerando despesas com especialistas, testes e correções necessárias antes da fabricação em grande escala. A Anthropic não divulgou quanto pretende investir no projeto.
A decisão coloca a empresa no mesmo caminho de outras gigantes de tecnologia que buscam componentes próprios para diminuir custos e reduzir a dependência dos principais fabricantes do mercado.
A Anthropic é responsável pelo Claude, concorrente de plataformas como ChatGPT e Gemini. A criação de chips próprios poderá permitir que a companhia controle uma parte maior da infraestrutura usada para operar seus modelos.