O dólar passou a subir e a Bolsa brasileira operava em queda nesta quinta-feira (17), após uma abertura de pregão mais positiva. Investidores repercutem as decisões sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos, além de novas preocupações com o cenário fiscal brasileiro.
A moeda norte-americana chegou a abrir em queda de 0,36%, cotada a R$ 5,13, mas inverteu o movimento ao longo da manhã e passou a ser negociada próxima de R$ 5,16. O Ibovespa também mudou de direção e recuava cerca de 0,45% perto das 11h.
No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano na quarta-feira (16). Foi o quinto corte consecutivo promovido pelo Banco Central.
A decisão foi tomada por unanimidade. Apesar da redução, o Banco Central manteve postura cautelosa sobre os próximos passos e indicou que novas decisões dependerão da evolução da inflação, da atividade econômica e das expectativas do mercado.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve elevou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 3,75% e 4% ao ano. Foi o primeiro aumento dos juros norte-americanos desde julho de 2023.
O movimento dos dois bancos centrais reduz a diferença entre os juros praticados no Brasil e nos Estados Unidos. Esse cenário pode diminuir a atratividade de investimentos brasileiros para parte do capital estrangeiro e aumentar a volatilidade do câmbio.
Durante a manhã, o mercado brasileiro também reagiu às preocupações com aumento dos gastos públicos após o anúncio de reajuste no Bolsa Família. A mudança de percepção sobre o cenário fiscal contribuiu para a inversão do movimento registrado na abertura do pregão.
As decisões sobre juros continuam no centro das atenções dos investidores, já que influenciam o crédito, o consumo, os investimentos, a cotação do dólar e o desempenho das empresas negociadas na Bolsa.