A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,1% no trimestre móvel mais recente, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (20) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado representa o menor índice desde o início da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012, e reforça a tendência de melhora gradual no mercado de trabalho.
De acordo com o levantamento, a redução da desocupação foi acompanhada pelo aumento do número de pessoas ocupadas e pela expansão do emprego formal em diferentes setores da economia. O avanço ocorreu principalmente nas áreas de serviços e construção, segmentos que mantiveram ritmo consistente de contratações ao longo do período.
O IBGE também apontou crescimento da renda média real dos trabalhadores e estabilidade na taxa de informalidade, fatores que contribuem para o fortalecimento do consumo e da atividade econômica no Brasil.
Apesar do desempenho positivo no indicador nacional, o levantamento mostra que ainda existem diferenças regionais relevantes, com estados apresentando ritmos distintos de geração de vagas. Economistas avaliam que a continuidade da queda do desemprego dependerá do ritmo de crescimento econômico e da manutenção dos investimentos nos próximos meses.
Os dados integram a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), principal indicador do mercado de trabalho brasileiro.