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Defesa de Daniel Vorcaro avalia reforço com ex-ministro José Eduardo Cardozo

Introdução

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, estuda o reforço de sua equipe jurídica e considera a inclusão do ex-ministro José Eduardo Cardozo. Membros da defesa confirmaram que ocorreram conversas informais sobre a possibilidade, embora nenhum avanço formal tenha sido registrado até o momento. A hipótese, no entanto, permanece em avaliação e não foi descartada.

Desenvolvimento

José Eduardo Cardozo, ex-deputado federal pelo PT, ocupou os cargos de ministro da Justiça e da Advocacia-Geral da União (AGU) no governo de Dilma Rousseff, entre 2011 e 2016. Durante o processo de impeachment, atuou como advogado da ex-presidente, acumulando experiência em casos de grande repercussão política e institucional.

Nos bastidores, advogados da defesa de Vorcaro defendem a contratação de Cardozo com base na sua capacidade de ampliar pontes institucionais. Acreditam que seu histórico como ministro da Justiça poderia facilitar diálogos, inclusive com a Polícia Federal, conferindo maior musculatura política e técnica à estratégia de defesa em um momento considerado sensível do processo.

Paralelamente, a defesa solicitou o espelhamento do celular de Daniel Vorcaro. O objetivo da medida é compreender com exatidão quais informações já estão em posse das autoridades policiais. O grupo aguarda os próximos desdobramentos processuais para definir os passos seguintes.

Entre as principais incógnitas está a definição sobre a competência para julgar o caso. A defesa pretende saber se o processo permanecerá no Supremo Tribunal Federal (STF), se será deslocado para a primeira instância da Justiça comum ou se continuará sob a relatoria do ministro Dias Toffoli.

Quanto à possibilidade de uma delação premiada, fontes da defesa garantem que o instrumento não está em consideração no momento atual. No entanto, não descartam que o cenário possa se alterar no futuro, o que, se concretizado, provocaria mudanças significativas na composição da equipe.

Alguns advogados envolvidos no caso são declaradamente contrários à delação como estratégia de defesa e preveem conflitos internos caso essa opção seja adotada. Essa postagem já foi motivo para a saída do advogado Walfrido Warde da defesa, conforme revelado anteriormente, embora sua desvinculação não tenha relação com uma negociação em curso.

Notícias sobre uma eventual delação de Daniel Vorcaro causam apreensão em círculos políticos de Brasília. O temor reside no potencial estrago que o banqueiro poderia causar ao revelar conhecimentos e expor suas relações políticas, o que poderia impactar diversas esferas do poder.

Conclusão

A defesa de Daniel Vorcaro se movimenta em duas frentes principais: a potencial ampliação de seu quadro com um nome de peso político-institucional e a análise técnica do material já apreendido pelas autoridades. A contratação de José Eduardo Cardozo é vista como um trunfo para navegar nas complexidades institucionais do caso.

O andamento processual, especialmente a definição do foro competente, será crucial para os próximos passos estratégicos. Enquanto isso, a equipe mantém uma postura de monitoramento e preparação, afastando publicamente, por ora, a hipótese de um acordo de delação.

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