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Defesa de Bolsonaro solicita ao STF visita de Tarcísio na Papudinha

Introdução

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou, nesta segunda-feira (19), um pedido formal ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando autorização para uma visita do governador de São Paulo, Taircísio de Freitas, ao ex-presidente na Papudinha, em Brasília. Bolsonaro foi transferido para essa unidade na última quinta-feira (15), por decisão do ministro Alexandre de Moraes, após cumprir período na Superintendência da Polícia Federal. O ex-presidente responde a processo por tentativa de golpe de Estado.

Desenvolvimento

O pedido da defesa inclui, além de Tarcísio, a visita de Diego Torres Dourado, cunhado de Bolsonaro, e do pecuarista Bruno Scheid, vice-presidente do PL de Rondônia. Se autorizada, esta será a primeira visita de Tarcísio a Bolsonaro desde que o ex-presidente confirmou, em carta lida publicamente em dezembro do ano passado, seu apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Durante o período em que cumpria prisão domiciliar, o ex-presidente recebeu o governador paulista em duas ocasiões distintas.

A confirmação do apoio a Flávio Bolsonaro ocorreu após um processo interno de disputa pelo capital político do ex-presidente entre seus aliados. O nome de Tarcísio de Freitas chegou a ser cogitado como um possível herdeiro político, mas, após um período de silêncio, o governador reafirmou publicamente seu alinhamento. Em evento realizado em Suzano no dia 15 de janeiro, Tarcísio declarou que a direita estaria unida em torno de Flávio Bolsonaro.

A transferência de Bolsonaro para a Papudinha marca uma nova fase no cumprimento de sua prisão, imposta pelo ministro Alexandre de Moraes. A unidade prisional, localizada em Brasília, passa a ser o local onde o ex-presidente aguarda os desdobramentos judiciais do processo que o acusa de tentativa de golpe de Estado. A decisão pela transferência foi tomada na última quinta-feira, alterando a condição anterior de custódia.

Conclusão

A solicitação de visita agora depende de uma análise e autorização por parte do Supremo Tribunal Federal, que avaliará os termos do pedido formulado pela defesa. O encontro, se permitido, ocorrerá em um contexto político marcado pela definição das alianças para o próximo ciclo eleitoral e pela consolidação do apoio familiar em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro. A situação ilustra a intersecção entre os procedimentos judiciais em curso e as movimentações políticas da base aliada do ex-presidente.

O caso continua sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes no STF, cabendo a ele as decisões sobre os ritos processuais, incluindo autorizações de visitas. O desfecho do pedido será mais um capítulo na série de decisões judiciais que têm acompanhado o processo contra o ex-presidente desde sua prisão, refletindo os protocolos de um processo penal de alta complexidade e visibilidade nacional.

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