O Partido Liberal (PL) consolidou-se como a maior força do Congresso Nacional após as eleições, elegendo 121 deputados e 28 senadores. O novo peso político da legenda redefine o cenário para a governabilidade do próximo presidente da República, cuja disputa no segundo turno ocorre entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Com o maior número de parlamentares, o partido terá forte poder de barganha para comandar cargos estratégicos, liderar as mesas diretoras da Câmara e do Senado e controlar as principais comissões temáticas, como as de Constituição e Justiça.
Caso Flávio Bolsonaro seja eleito, a tendência é que encontre um Legislativo amplamente alinhado às suas pautas, com centenas de parlamentares dispostos a apoiar iniciativas do grupo. Por outro lado, a eventual reeleição de Lula imporia o cenário oposto: o governo federal enfrentaria um Congresso distante de sua base tradicional e com grandes dificuldades de articulação para aprovar projetos e emendas. Como nenhuma legenda possui sozinha a maioria absoluta exigida para aprovar Propostas de Emenda à Constituição (PECs), ambos os lados precisarão intensificar alianças políticas.