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Conselho de Paz de Gaza: o que se sabe sobre a proposta de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na última quinta-feira (15) a criação do Conselho de Paz de Gaza, para supervisionar o governo de transição que irá controlar o território palestino. Trump convidou diversos chefes de Estado para serem membros, inclusive o presidente Lula, que ainda não respondeu. Além disso, um rascunho do estatuto do conselho, obtido por agências de notícias, prevê o pagamento de US$ 1 bilhão para permanecer como integrante do órgão.

O que é o Conselho de Paz de Gaza?Como a Casa Branca diz que irá funcionar?E como fica a ONU?Quem vai presidir o conselho?Quem fará parte do conselho?Quem mais foi convidado por Trump?Por que o convite do Trump é uma saia justa para o Lula?E os palestinos? A criação do conselho faz parte da segunda fase do acordo de paz assinado por Israel e o grupo terrorista Hamas em outubro do ano passado. A proposta, divulgada pela Casa Branca no fim de setembro, tem 20 pontos e prevê a Faixa de Gaza como uma zona livre de grupos armados e sob o comando de um governo de transição, formado por um comitê palestino tecnocrático e apolítico que será supervisionado pelo conselho. O conselho, que terá um papel consultivo, vai assessorar o comitê responsável pela administração provisória da Faixa de Gaza, que iniciou seus trabalhos nesta semana, no Cairo, sob o comando do ex-vice-ministro palestino Ali Shaath e de outros 14 membros.

Esta entidade “ajudará a apoiar uma governança eficaz e a prestação de serviços de alto nível que promovam a paz, a estabilidade e a prosperidade do povo de Gaza”, anunciou a Casa Branca. A proposta, no entando, recebeu críticas de diplomatas e de analistas. “É uma daquelas iniciativas que a gente fica se perguntando: quem é que planejou isso? E quem é que pensou que isso ia dar certo? Muitos analistas, e eu me incluo entre eles, estão absolutamente céticos sobre o que poderá acontecer com esse conselho”, avaliou o apresentador Marcelo Lins, no programa GloboNews Internacional neste domingo (18).

De acordo com fontes diplomáticas ouvidas pela Reuters, há uma grande preocupação, principalmente entre os governos europeus, de que o conselho prejudique a ONU. “É uma ‘Nações Unidas de Trump’ que ignora os princípios fundamentais da Carta da ONU”, disse um deles. O rascunho do estatuto do Conselho de Paz faz uma crítica velada às Nações Unidas falando que “um organismo internacional de consolidação da paz mais ágil e eficaz” é necessário e que é preciso “coragem de abandonar abordagens e instituições que falharam com demasiada frequência”.

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