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Comissão da Câmara intensifica articulações antes de votação da PEC do fim da escala 6×1

A comissão especial da Câmara dos Deputados se reúne nesta quarta-feira (27) em meio a uma corrida de articulações políticas para destravar a votação da proposta que altera a jornada de trabalho no país e prevê o fim gradual da escala 6×1. O parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), deve ser analisado após dias de negociações entre governo, líderes partidários e representantes do setor empresarial.

A movimentação nos corredores da Câmara aumentou desde o adiamento da votação provocado por um pedido de vista da oposição. Desde então, integrantes da base governista passaram a atuar para consolidar apoio ao texto e evitar novos atrasos na tramitação da proposta, considerada uma das principais pautas trabalhistas em discussão no Congresso neste ano.

O relatório estabelece a redução progressiva da jornada semanal de 44 para 40 horas, além da garantia de dois dias de descanso remunerado. A proposta prevê uma fase de transição, com redução inicial para 42 horas semanais antes da implementação definitiva do novo modelo de carga horária.

Aliados do governo avaliam que a medida ganhou forte apoio popular após mobilizações realizadas em diversas capitais brasileiras nas últimas semanas. Sindicatos e movimentos sociais intensificaram atos públicos e campanhas nas redes sociais defendendo o fim da escala 6×1 sem redução salarial.

Por outro lado, representantes do setor produtivo seguem pressionando parlamentares por mudanças no texto. Entidades empresariais argumentam que a redução da jornada pode elevar custos operacionais e afetar setores que dependem de escalas contínuas, como comércio, serviços e indústria.

A expectativa da Câmara é concluir a análise na comissão ainda nesta quarta-feira (27). Caso o parecer seja aprovado, a proposta poderá avançar para o plenário nos próximos dias, onde dependerá de maioria qualificada para seguir ao Senado Federal.

A PEC em debate reúne trechos de propostas apresentadas por parlamentares da base governista e da oposição e passou a concentrar parte das discussões sobre relações trabalhistas no país. O tema também ampliou o debate sobre produtividade, qualidade de vida e modernização das regras trabalhistas brasileiras.

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