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Coaf identifica repasses de R$ 1 bilhão a fundo da Reag com origem em empresas investigadas por ligação ao PCC

Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontam que um fundo administrado pela Reag Investimentos recebeu aproximadamente R$1 bilhão de empresas investigadas por vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). As informações foram encaminhadas nesta terça-feira (18) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado e integram apurações conduzidas pela Polícia Federal.

De acordo com os dados, as movimentações consideradas suspeitas ocorreram entre 2023 e 2025 e envolvem um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) administrado pela gestora. O volume financeiro e o perfil das transações chamaram a atenção por indícios de possível uso do sistema financeiro para lavagem de dinheiro.

Os relatórios do Coaf se baseiam em comunicações feitas por instituições financeiras, que identificaram operações fora do padrão e com características típicas de ocultação de recursos. Entre os pontos analisados estão a fragmentação de valores, a circulação entre empresas interligadas e a dificuldade de identificação da origem final dos recursos.

Parte das empresas que realizaram aportes no fundo já havia sido citada em investigações anteriores relacionadas ao crime organizado. Também foram identificadas transferências relevantes do próprio fundo para outras pessoas jurídicas, o que ampliou o escopo das apurações.

O material foi compartilhado com parlamentares da CPI, que devem utilizar os dados para aprofundar a investigação sobre a atuação de organizações criminosas no sistema financeiro. A suspeita é de que estruturas legais, como fundos de investimento e fintechs, estejam sendo utilizadas para dar aparência lícita a recursos de origem ilegal.

Procurada, a Reag Investimentos ainda não se manifestou publicamente sobre o conteúdo dos relatórios até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para posicionamento.

As investigações continuam em andamento sob sigilo, e os citados não foram formalmente acusados. O caso deve avançar nas próximas semanas com novas diligências da Polícia Federal e possíveis convocações no âmbito da CPI no Senado.

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