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CBF lança novo Fair Play Financeiro para o futebol brasileiro

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) lançou nesta quarta-feira (27) o novo Fair Play Financeiro, chamado Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF), que passará a vigorar oficialmente a partir de 1º de janeiro de 2026. O anúncio foi feito durante o Summit CBF Academy, em São Paulo.

O objetivo da iniciativa é garantir equilíbrio econômico entre os clubes, reduzir endividamentos excessivos, aumentar a transparência nas contas e oferecer maior segurança para atletas, dirigentes e torcedores. Segundo o presidente da CBF, o projeto visa proporcionar “mais justiça e sustentabilidade ao futebol brasileiro”.

Como funcionará

O SSF se baseia em quatro pilares: controle de dívidas, equilíbrio operacional, limites de gastos com elenco e controle de endividamento de curto prazo. Entre as principais regras estão:

Limites de gastos com elenco: clubes da Série A não poderão gastar mais que 70% da receita líquida com salários, encargos e amortizações; na Série B, o limite é 80%.

Controle de dívidas e registros: todas as transações financeiras e contratações deverão ser registradas no sistema da CBF, condição obrigatória para inscrição de atletas no BID.

Déficit permitido: prejuízos podem ser compensados com aporte de capital, mas há limites definidos, R$30 milhões ou 2,5% da receita para Série A, e R$10 milhões ou 2,5% para Série B, o que for maior.

Fiscalização: haverá três janelas de auditoria anuais, 31 de março, 31 de julho e 30 de novembro e os clubes terão até 2028 para adaptação integral das regras.

As penalidades por descumprimento incluem advertência, multa, suspensão de registro de atletas, perda de pontos, rebaixamento e até cassação de licenças. A fiscalização ficará a cargo da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), órgão criado pela própria CBF para monitorar o sistema.

Impacto esperado

A expectativa da CBF é que o novo Fair Play Financeiro aumente a transparência, evite atrasos salariais e promova equilíbrio competitivo entre os clubes. Especialistas alertam, no entanto, que a adaptação poderá ser desafiadora para equipes endividadas, e que a eficácia dependerá da rigorosidade da fiscalização.

Com o SSF, o futebol brasileiro entra em uma nova fase, em que gestão financeira equilibrada e sustentabilidade se tornam prioridades, tanto dentro quanto fora de campo.

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