Investigações no âmbito do chamado “Caso Dark Horse” identificaram que o ex-marqueteiro e consultor de comunicação associado a campanhas do senador Flávio Bolsonaro realizou repasses financeiros que somam cerca de R$ 1 milhão para uma produtora audiovisual que se encontra sob apuração de órgãos de controle e da Polícia Federal.
O rastreamento do dinheiro faz parte de um conjunto de medidas para esclarecer a origem, o trajeto e a real finalidade dos recursos aplicados em iniciativas de comunicação, produção de conteúdos biográficos e projetos digitais ligados ao grupo político.
Pontos centrais das transferências investigadas
A análise das transações financeiras destaca aspectos sob a mira dos peritos:
Volume e fracionamento: Os relatórios contábeis apontam a emissão de ordens de pagamento e transferências bancárias sucessivas que, somadas, alcançam a cifra de R$ 1 milhão em favor da empresa de audiovisual.
Justificativa contratual: Os investigadores buscam confrontar os valores transferidos com os serviços efetivamente contratados, checando a emissão de notas fiscais, a prestação de serviços técnicos e a compatibilidade dos custos praticados no mercado audiovisual.
Origem dos recursos: O objetivo central da investigação é verificar se o capital movimentado pelo publicitário tem lastro em atividades profissionais privadas ou se funcionou como intermediador de recursos de campanhas, emendas ou fontes não declaradas.
Manifestações das defesas
Os representantes do ex-marqueteiro sustentam a completa legalidade e transparência das transações, afirmando que os pagamentos correspondem estritamente à contraprestação de serviços de produção técnica, captação e edição contratados de forma regular no ambiente privado. A defesa da produtora e do senador reafirmam que todas as movimentações financeiras possuem respaldo contábil e fiscal, prontos para serem apresentados às instâncias competentes.