Mais de 20% dos adultos dos EUA têm dor crônica e, até recentemente, os opioides eram o principal tratamento. À medida que a prescrição desse tipo de medicamento atingiu seu ápice, os diagnósticos de transtorno por uso da droga e as overdoses aumentaram para níveis sem precedentes. Impulsionado pela necessidade urgente de alternativas seguras e eficazes, o interesse pela cannabis medicinal como um substituto tem crescido.
Um estudo recém-publicado, conduzido com 204 pessoas com dor crônica que participavam de um programa do estado de Nova York, foi associado a uma redução significativa na utilização de opioides. No Estado de Nova York, há dispensários de cannabis medicinal altamente regulamentados, que convivem com um mercado não regulamentado – e desprovido de orientação clínica ou padrões consistentes. Nos dispensários regulamentados, os farmacêuticos avaliam cada paciente e a receita emitida por um clínico, e só depois autorizam a entrega do produto, incluindo o número de dias de suprimento.
A medida determina o intervalo de retorno dos pacientes ao local e todo o processo fica registrado no Programa de Monitoramento de Prescrições. A pesquisa utilizou esses dados e monitorou os participantes, com idade média de 56 anos, por 18 meses. Eles relataram a gravidade da dor e como ela afetava suas atividades do dia a dia, assim como sintomas mentais relevantes, incluindo insônia, ansiedade, depressão, além de transtornos de estresse pós-traumático e de déficit de atenção.
Houve uma redução de 3,53 MME diários. A sigla MME significa Equivalentes de Morfina em Miligramas (Morphine Milligram Equivalents). Trata-se de uma unidade padronizada usada na área da saúde para quantificar a potência total de diferentes medicamentos opioides.