As eleições proporcionais trouxeram marcas históricas na distribuição de cadeiras para a Câmara dos Deputados, impulsionadas pelo desempenho de grandes puxadores de votos. Candidatos com votações recordes, como Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato, além de nomes como Erika Hilton, exerceram forte influência no cálculo do quociente eleitoral, garantindo dezenas de vagas extras para suas respectivas legendas e federações partidárias.
Devido ao sistema proporcional brasileiro, as expressivas marcas individuais — que superaram a casa dos milhões de votos em estados-chave como São Paulo e Minas Gerais — serviram para alavancar bancadas inteiras. Com isso, cerca de trinta parlamentares com forte apelo popular acabaram carregando consigo diversos colegiados partidários que, de outra forma, não atingiriam o patamar necessário para assegurar assentos no parlamento federal.