Cerca de 18,5 mil homens morreram de câncer de próstata no Brasil em 2025, o equivalente a aproximadamente 50 mortes por dia. Os dados do Ministério da Saúde, divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), reforçam o alerta para os cuidados com a saúde masculina durante o Novembro Azul.
Segundo a entidade, o número de óbitos é cerca de 20% superior ao registrado dez anos antes, quando foram contabilizadas aproximadamente 15,4 mil mortes. Entre 2017 e setembro deste ano, a doença provocou mais de 160 mil mortes no país.
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 77.920 novos casos anuais de câncer de próstata no Brasil no período de 2026 a 2028. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, é o câncer mais frequente entre os homens no país.
A doença pode evoluir sem apresentar sintomas nas fases iniciais. Quando surgem, os sinais podem incluir dificuldade para urinar, necessidade de ir ao banheiro com maior frequência, especialmente à noite, e presença de sangue na urina.
Essas alterações também podem ocorrer em doenças benignas da próstata. Por isso, precisam ser avaliadas por um profissional de saúde para esclarecer a causa e definir a necessidade de investigação.
Em estágios avançados, o câncer pode provocar dores nos ossos e outras complicações. A identificação da doença antes dessa progressão amplia as possibilidades de tratamento.
O risco aumenta com o envelhecimento, principalmente após os 60 anos. Histórico familiar, alterações genéticas hereditárias e excesso de gordura corporal também estão entre os fatores associados ao desenvolvimento do tumor. A ocorrência é mais frequente entre homens negros.
Durante o Novembro Azul, a SBU orienta que homens a partir dos 50 anos procurem um urologista para avaliação individualizada. Para homens negros, com histórico familiar da doença ou obesidade, a entidade recomenda iniciar essa avaliação aos 45 anos.
O Inca e o Ministério da Saúde, por sua vez, não recomendam o rastreamento populacional, que consiste na realização sistemática de exames em pessoas sem sinais ou sintomas. A orientação considera riscos como resultados falso-positivos e o diagnóstico e tratamento de tumores que não ameaçariam a vida.
Para quem procura exames mesmo sem sintomas, a recomendação é discutir os possíveis benefícios e riscos com o profissional de saúde e tomar uma decisão compartilhada.
A investigação pode envolver o exame de sangue PSA e o toque retal. Alterações nesses exames não confirmam, isoladamente, a existência de câncer. Quando indicada, a biópsia é utilizada para estabelecer o diagnóstico.