Nesta sexta-feira (20), lideranças de caminhoneiros confirmaram que não haverá paralisação nacional no curto prazo, após o governo federal anunciar medidas para reforçar a fiscalização do cumprimento do piso mínimo do frete e ampliar o controle sobre distorções no setor em meio à alta do diesel.
A decisão foi tomada após reuniões e assembleias realizadas na quinta-feira (19), quando representantes da categoria avaliaram que houve avanço nas negociações com o Executivo. O principal ponto de tensão vinha sendo o impacto do aumento dos combustíveis nos custos operacionais, além de queixas recorrentes sobre o descumprimento da tabela de frete.
Como resposta, o governo editou uma medida provisória que endurece as regras de fiscalização e prevê sanções mais rigorosas para empresas que não cumprirem o piso mínimo, incluindo multas elevadas e restrições operacionais. A iniciativa também amplia a atuação integrada de órgãos de controle para monitorar contratos de transporte em todo o país.
Com o anúncio, entidades representativas optaram por suspender o indicativo de greve e manter o diálogo institucional aberto. Apesar do recuo, lideranças ressaltam que o movimento segue em estado de atenção e não descartam uma paralisação futura caso as medidas não sejam efetivamente implementadas.
A pressão da categoria ganhou força nos últimos dias em meio à escalada do preço do diesel, influenciada pelo cenário internacional e por oscilações no mercado de petróleo, o que elevou os custos do transporte rodoviário de cargas.
O governo busca evitar um novo cenário de crise logística, como o registrado em 2018, e aposta na negociação para garantir a normalidade no abastecimento e na cadeia produtiva.