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Calor extremo deixa mais de mil mortos na Espanha e acende alerta em toda a Europa

A Espanha registrou 1.029 mortes atribuídas ao calor em junho, segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira (1º). O país enfrentou uma onda de calor de cinco dias, com temperaturas acima dos 40°C, em um dos episódios mais intensos do início do verão europeu.

De acordo com a agência Reuters, os dados são do sistema diário de monitoramento de mortalidade do Ministério da Saúde espanhol. O número representa o maior registro de mortes atribuídas ao calor em um mês de junho desde 2015.

A agência meteorológica Aemet informou que junho teve temperatura média 3,2°C acima do normal, tornando-se o segundo junho mais quente já registrado no país.

No pico da onda de calor, em 23 de junho, cerca de 35,7 milhões de pessoas foram expostas a riscos à saúde provocados pelas altas temperaturas. O número representa aproximadamente 73% da população espanhola.

A situação, no entanto, não ficou restrita à Espanha. A Europa enfrenta uma onda de calor severa desde a segunda quinzena de junho, com recordes de temperatura, alertas sanitários e impactos em serviços públicos em vários países.

Na França, autoridades de saúde estimaram cerca de mil mortes em excesso durante o período mais crítico da onda de calor. A maior parte das vítimas era formada por idosos, grupo mais vulnerável a desidratação, agravamento de doenças crônicas e complicações cardiovasculares.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também alertou para o avanço das mortes associadas ao calor extremo na Europa. Segundo a entidade, mais de 1.300 mortes em excesso haviam sido registradas no continente desde 21 de junho, em meio à escalada das temperaturas.

A onda de calor também afetou infraestrutura e rotina em países como França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Suíça, Dinamarca e República Tcheca. Houve registros de interrupções em transportes, alertas para risco de incêndios, pressão sobre serviços de saúde e redução de atividades ao ar livre.

A Organização Meteorológica Mundial afirmou que a onda de calor no continente quebrou diversos recordes e teve impactos na saúde humana, na agricultura, nos ecossistemas, na infraestrutura e na produtividade do trabalho.

Especialistas alertam que idosos, crianças, trabalhadores expostos ao sol e pessoas com doenças crônicas são os grupos mais vulneráveis. A recomendação das autoridades de saúde é evitar exposição nos horários mais quentes, reforçar a hidratação e acompanhar pessoas que vivem sozinhas.

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