O Brasil realiza neste sábado (22) o Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação, com a oferta de vacinas contra 20 doenças em unidades de saúde de todo o país. A mobilização é voltada principalmente para crianças e adolescentes menores de 15 anos que precisam atualizar a caderneta de vacinação.
A campanha segue até 1º de setembro e tem como objetivo aumentar a cobertura vacinal e evitar o retorno de doenças que já foram eliminadas ou estão controladas no país. Pais e responsáveis devem procurar as Unidades Básicas de Saúde e outros pontos de vacinação definidos pelos municípios.
Durante a mobilização, as equipes vão conferir o histórico vacinal de cada criança ou adolescente e aplicar apenas as doses necessárias para iniciar ou completar os esquemas previstos no Calendário Nacional de Vacinação.
Entre os imunizantes disponíveis estão vacinas contra poliomielite, sarampo, caxumba, rubéola, meningites, hepatites A e B, febre amarela, influenza, Covid-19, HPV, dengue, tuberculose e outras doenças.
A campanha também marca a inclusão da vacina pneumocócica 20-valente entre os imunizantes disponíveis. Incorporada ao calendário nacional neste ano, a vacina amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, como pneumonia e meningite, e é indicada para crianças menores de 5 anos conforme o esquema recomendado pelo Ministério da Saúde.
O governo federal afirma ter distribuído mais de 180 milhões de doses de vacinas ao longo de 2026 para garantir o abastecimento dos estados e municípios. Influenza, tríplice viral e poliomielite estão entre as vacinas mais aplicadas no país neste ano.
Uma das principais preocupações da campanha é o sarampo. O Brasil mantém o certificado de eliminação da circulação endêmica da doença, recuperado em 2024, mas enfrenta risco de reintrodução diante do aumento de casos em outros países das Américas e da identificação de episódios importados.
Por causa desse cenário, o Ministério da Saúde reforçou a vacinação contra o sarampo em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Nesses municípios, a estratégia alcança pessoas de 6 meses a 59 anos para ampliar a proteção e reduzir o risco de circulação do vírus.
Somente nessas três cidades, mais de 529 mil doses da vacina tríplice viral foram aplicadas desde o início da mobilização até meados de agosto. A vacina protege contra sarampo, caxumba e rubéola.
O Ministério da Saúde alerta que a manutenção de altas coberturas é essencial mesmo para doenças que deixaram de circular regularmente no Brasil. A redução da vacinação aumenta o risco de que vírus trazidos por viajantes voltem a provocar surtos no país.
A orientação é que pais e responsáveis levem a caderneta de vacinação aos postos. A ausência do documento, no entanto, não deve impedir a procura por atendimento, já que as equipes podem orientar sobre a situação vacinal e os próximos passos.
Os horários e locais de funcionamento durante o Dia D variam conforme cada município. A recomendação é consultar previamente a secretaria municipal de Saúde ou a unidade mais próxima.