PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Brasil supera Arábia Saudita na venda de petróleo à China

O Brasil tornou-se o segundo maior fornecedor de petróleo bruto para a China nos primeiros nove meses de 2026. Dados divulgados pela alfândega chinesa nesta terça-feira (20) mostram que o país ultrapassou a Arábia Saudita no volume enviado ao mercado chinês.

Entre janeiro e setembro, a China importou 44,29 milhões de toneladas de petróleo brasileiro. No mesmo período, as compras do produto saudita totalizaram 43,12 milhões de toneladas.

A Rússia permaneceu como a principal fornecedora de petróleo para os chineses. O Brasil, porém, ganhou espaço em meio às mudanças nas rotas internacionais de energia provocadas pelos conflitos no Oriente Médio e pelas dificuldades enfrentadas no transporte pelo Estreito de Ormuz.

Somente em setembro, as importações chinesas de petróleo brasileiro alcançaram 5,15 milhões de toneladas, o equivalente a aproximadamente 1,25 milhão de barris por dia. O volume representa crescimento de 18% em relação ao mesmo mês de 2025.

No caminho oposto, as compras de petróleo da Arábia Saudita caíram 62% na comparação anual. Os embarques sauditas para a China ficaram em 2,70 milhões de toneladas em setembro, equivalentes a cerca de 660 mil barris por dia.

As dificuldades no fornecimento do Oriente Médio levaram refinarias chinesas a procurar fontes alternativas na América do Sul, na África e em outras regiões. A estatal chinesa Sinopec já havia informado que pretendia ampliar as compras realizadas fora do Golfo Pérsico para reduzir os riscos de interrupções.

O petróleo brasileiro ganhou competitividade nesse cenário devido à expansão da produção nacional e à capacidade de manter os embarques mesmo diante da instabilidade internacional. A China comprou aproximadamente metade de todo o petróleo exportado pelo Brasil nos primeiros nove meses do ano.

As vendas brasileiras de petróleo ao mercado chinês cresceram 49% em valor e alcançaram o recorde de US$ 21,8 bilhões no período. O produto passou a representar 25,8% de todas as exportações do Brasil para a China, ficando atrás apenas da soja.

O avanço também contribuiu para que o comércio entre os dois países atingisse US$ 143 bilhões entre janeiro e setembro. O Brasil acumulou superávit comercial de US$ 26,1 bilhões nas transações com os chineses.

Em setembro, a China importou 9,94 milhões de toneladas de petróleo russo, equivalentes a 2,42 milhões de barris por dia. As compras provenientes do Iraque somaram 4,84 milhões de toneladas.

Os números consolidam a China como o principal destino internacional do petróleo brasileiro e mostram a crescente importância do setor energético na relação comercial entre os dois países.

Leia mais

PUBLICIDADE